Dentisteria

A Dentisteria é uma especialidade da Medicina Dentária que permite restituir dentes que apresentam lesões na cárie dentária, traumatismos e facturas dentárias, alterações de cor ou malformações dentárias congénitas.

O tratamento destas lesões é realizado com materiais que substituem a estrutura do dente perdido.

Dentisteria

Que tipo de materiais existem para restaurar os dentes afectados por cárie ou outro tipo de lesões?

Actualmente as resinas compostas (materiais da cor do dente) são o material estético de eleição para a restauração de dentes posteriores e anteriores, de forma directa e em uma única sessão. Em dentes posteriores poderá ser ainda utilizado o amálgama de prata que é uma liga metálica.

Quando as lesões são muito extensas os dentes podem ficar muito destruídos. Nesta situação, a melhor opção de tratamento, com vista ao reforço da estrutura dentária que ainda resta, consiste na execução de prótese fixa. Este tipo de restaurações exige trabalho laboratorial e, por isso, requer mais consultas para a sua conclusão.

O amálgama dentário pode ser prejudicial para a saúde?

Não. O amálgama dentário é amplamente utilizado para a restauração de dentes posteriores há mais de 100 anos. Apesar da controvérsia relacionada com o potencial tóxico do mercúrio, não foi possível encontrar uma relação directa entre as restaurações de amálgama e o desenvolvimento de doenças sistémicas.

Devo substituir as restaurações escuras, em amálgama, por restaurações estéticas?

Depende. A substituição de uma restauração em amálgama por um material estético, como as resinas compostas, só é obrigatória caso a restauração apresente problemas (fracturas marginais ou completas ou haja evidência de recidiva de cárie sob a mesma). Quando a restauração está em bom estado, a sua remoção poderá ser efectuada se as necessidades estéticas do paciente assim o exigirem.

Os dentes escurecidos por uma restauração em amálgama podem retomar a cor do dente quando for efectuada uma nova restauração com resina composta?

A maioria das restaurações antigas em amálgama condiciona a pigmentação dos tecidos duros do dente (dentina e esmalte) deixando-o acinzentado. A sua substituição por uma resina pode melhorar muito o problema estético. Contudo, se a pigmentação for muito profunda poderá ainda persistir alguma coloração que só será eliminada removendo muita estrutura dentária sã, o que não é adequado na maior parte das situações.

Uma restauração com material da cor do dente (resina composta) tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga metálica?

As restaurações em amálgama ou em ouro podem apresentar uma longevidade de 10 a 20 anos. As resinas compostas são mais sensíveis e, apresentam geralmente uma menor durabilidade. Todavia, os estudos clínicos actuais demonstram excelentes resultados a médio, longo prazo, com uma durabilidade máxima de cerca de 8 anos.

Como deve ser efectuada a manutenção das restaurações?

Deve fazer-se um controlo diário rigoroso da higiene oral. A visita regular ao seu médico dentista permitirá uma reavaliação clínica do estado das suas restaurações. As tensões a que as restaurações estão continuamente a ser submetidas devido às forças da mastigação podem provocar desgaste, fissuras e fracturas. Quando a restauração fica comprometida, será sempre necessário efectuar a reparação ou substituição completa da mesma.

Há algum tipo de alimentos ou bebidas que interfiram com a estabilidade da cor dos materiais estéticos?

A cor superficial das restaurações em resina composta pode alterar-se com o tempo pela incorporação de alguns pigmentos em poros microscópicos existentes na resina. Alguns alimentos e bebidas contêm pigmentos artificiais que facilitam e aceleram aquele processo, nomeadamente o café, o chá, as colas, etc., bem como o tabaco. Por este motivo e, particularmente, na presença de restaurações no sector anterior deve evitar-se o consumo daqueles produtos, principalmente nas horas imediatamente a seguir à realização das restaurações.